parece pronta a voar, mas ainda precisa de mais sol!...
aqui a temos mais perto da sua real beleza! agora
há que ter-se cuidado para a não assustar e assim
causar-lhe danos nas asas!
lentamente as asas vão-se mostrando, já não me restavam dúvidas, a borboleta nascera perfeita.
Que azar, A borboleta nasceu-me aleijada! foi o meu pensamento, nunca tinha
nascido ao nascimento de uma borboleta...
aqui está a borboleta já metamorfoseada a preparar-se para
sair da crisálida. podendo ver-se um olho a espreitar para o
exterior. se vislumbrar algum perigo, aguardará melhor momento.
poucas poucas lagartas ficam na arruda, mas esta ficou.
quando a crisálida começa a ficar com uma cor seca e
transpararente é sinal que a borboleta está para nascer.
nem tudo correu bem aqui. os fios que prendiam a crisálida partiram-se
e esta ficou de cabeça para baixo, ainda assim presa ao pau, onde podem
ver-se ainda os restos de pele de lagarta.
alguns dias depois, aqui está uma crisálida perfeitamente adaptada
a um ambiente verde
as crisálidas papilio machaon, fazendo lembrar os camaleões, tomam as cores do ambiente, embora isso leve alguns dias. aqui temos uma crisálida logo depois de despir a roupagem de lagarta, portanto ainda sem influência alguma do meio que a rodeia. é interessante notar que a borboleta vai nascer precisamente no sentido inverso ao que a lagarta se prendeu.
uma outra imagem mostrando a beleza singular da metamorfose. podendo ver-se uma antena atravessando o olho, a cabeça e o tórax da borboleta, e até sinais da
asa esquerda.
o tão desejado momento, finalmente, chegara! eu
aprendera, e já estava ali preparado, extremamente emocionado
com os reflectores de luz e a máquina no tripé.
a pele da lagarta tinha-se tornado seca e transparente, agora o
bicho, preso à pedra por dois fios e pelo final do abdómen,
dava tamanhas sacudidelas que eu temia o pior, Ainda se solta
e bate com a cabeça no chão! de repente o vestuário de lagarta
começava a cair e a surgir um estranho ser. pensei num
extraterrestre e em tudo onde a minha imaginação alcançasse,
enquanto ia disparando o obturador. finalmente a crisálida surgiu
à minha frente num verde que nunca tinha visto. a roupagem da
lagarta ficou enrolada no fundo do abdómen, assim como quem
despe um par de calças e o deixa no chão. eu estava louco de
alegria, Finalmente assistira e fotografara uma metamorfose.
Mas tudo o que é bom, acaba! aquela vida maravilhosa de andar
a comer de ramo em ramo, chegou ao fim... teve de
abandonar o seu paraíso, que na arruda tornam-se muito
perigosas as metamorfoses por causa dos pedradores; há que
procurar um recanto mais escondido. Aqui à falta de melhor, um
pequenino sobreiro foi a sua escolha. porém, nada aconselhável!
Hi! HI! Hi!... mas a nossa amiga não vai morrer, nada disso!
nem vai sequer dar à luz! Vai, isso sim, metamorfosear-se, passar
ao estado de crisálida! isso ainda vai demorar uns dias, dependendo
da temperatura também!
gosta muito de estar bem acomodada e protegida.
Oh, Oh! Já atingiu o estado adulto e... come que nem uma vaca!não há folhinhas
que cheguem, mas ela quando devora todas as folhas de um ramo, passa logo a outro!
vejam-na aqui, uma senhorinha! se alguém lhe toca, faz sair os corninhos vermelhos num aviso... Olha que eu!... mas não passa disso.
aqui está ela descansando de barriga cheia. está quase a
atingir o estado adulto, mas ainda mantendo uma roupagem juvenil.
a nossa lagartinha papilio machaon à esquerda, ainda na infância
mas já percorre os ramos a fim de devorar as partes mais viçosas da arruda.
à direita é uma lagarta da mesma família no seu estado adulto.
dias depois. aqui temos a lagartinha bebé, que mal se vê, a foto
é obtida com uma macro 100 no máximo da ampliação. a folhinha
onde repousa tem pouco mais que um centimetro e só aparece uma
parte. uma minúscula gotinha de água pode afogar a lagartinha, uma
quase invisível teia de aranha é o suficiente para a matar.
este é o princípio, uma enorme borboleta papilio machaon esvoaça à volta
da arruda, e, se esta lhe merecer confiança, põe vários ovos espalhados
pelas verdes folhas. o ovo tem o tamanho de uma cabeça de alfinete.